Desenhar não é só dom

Quem já veio aqui na EstiLisot Moda Escola provavelmente parou para olhar o varal na recepção com desenhos de alunos do Curso de Estilismo para Crianças.

Frequentemente vejo as pessoas admirando os croquis ali expostos e, na maioria das vezes, incrédulas ao saber que aquilo nasceu das mãos de crianças tão jovens.


Volta e meia escuto frases do tipo "isso não é pra mim" ou "não tenho esse dom" ou ainda “gostaria tanto de saber desenhar” acompanhadas por um suspiro de lamento.

O que essas pessoas não sabem é que elas podem!



Pois então, tenho uma coisa para confessar aqui: essa que vos escreve era um zero à esquerda no Desenho e isso quase atrapalhou o nascimento da EstiLisot!


Vou explicar:

Quando fui fazer vestibular para Artes Visuais, me deparei com um verdadeiro monstro para mim na época: o teste de aptidão para o desenho. Eu até tinha uma boa noção de proporção, mas era péssima em desenhar natureza morta, o dueto "luz e sombra" era terrível e, para piorar minha situação, nessa prova da UFRGS só permitem usar lápis 6B (pelo menos naquela época em meados de 2002 era assim).

Ou seja, você tem que demonstrar que o vidro é transparente, que a madeira tem nervuras, que o papel é branco, e por ai vai. É proibido cor e o uso de qualquer outro material. Complexo né? Para mim era pavoroso! Mesmo assim resolvi tentar, porque eu queria muito cursar Artes.


A prova consistia em um desenho de observação no qual NÃO era permitido escolher o ângulo de visão: os lugares eram sorteados! (Pânico parte I)

Cada candidato deveria observar a natureza morta no centro da sala por alguns minutos e fazer duas representações: primeiro um esboço breve em quinze minutos e em seguida um desenho fiel em uma hora e meia (Pânico parte II)